Sobre a imagem da ciência em Thomas Kuhn: duas rotas essenciais

  • Onorato Jonas Fagherazzi
  • Taciane Sandri Anhaia

Resumo

A presente pesquisa parte de uma reflexão acerca daquilo que denominamos ciência. Quando tínhamos tudo para crer que a terra era o centro do universo, e que o sol girava em nosso entorno, um conhecimento revolucionário pode ser capaz de anular as nossas crenças anteriores. O sol já não é o mesmo sol? A terra não é a mesma terra? Quando a imagem da ciência constitui o nosso mundo? Com base em uma pesquisa bibliográfica, objetivamos elucidar e problematizar o conceito de ciência em Thomas Khun, segundo uma visão de ciência normal e ciência extraordinária encontrada na obra A estrutura das revoluções científicas. Para o autor um paradigma modifica a visão de mundo do cientista, onde o mesmo é educado para se familiarizar com determinado modelo e ferramentas investigativas. Na rota da ciência normal existe uma resistência em aceitar o que é incompatível com a resolução do paradigma vigente. Podemos entender tais restrições com a analogia do quebra-cabeça elaborada por Kuhn que expressa um modelo fechado em sua potência intencional, ao mesmo passo em que é passível de rupturas, reconhecidas ao longo da história da ciência.

Publicado
2015-11-19
Edição
Seção
Artigos